quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Movimento Feminista Atualmente

 

O movimento feminista atualmente tem como bandeiras principais, no Brasil, o combate à violência doméstica — que atinge níveis elevados no país — e o combate à discriminação no trabalho. Também se dá importância ao estudo de gênero e da contribuição, até hoje um tanto esquecida, das mulheres nos diversos movimentos históricos e culturais do país. A legalização do aborto (que atualmente só é permitido em condições excepcionais) e a adoção de estilos de vida independente são metas de alguns grupos.
Essa nova forma adotada é muito diferente do movimento de 100 anos, antigamente defendia-se apenas a igualdade de direitos e deveres. As feministas atuais geram discórdias, guerras e divisões entre mulheres e entre sexos. Não defendem a unidade, mas a divisão. Não defendem a liberdade, mas imposição de quotas. Será que vão defender as quotas nos professores e médicos, sabendo-se que o número de mulheres é maioritário nessas profissões? 
Felizmente a grande maioria das nossas mulheres não é radical como essas fanáticas. As mulheres estão a acordar e estão na primeira linha da frente denunciando essas pseudo feministas. Estranho é ver a maioria dos homens de acordo com as feministas ou talvez não... Porque certos homens nunca foram muito apegados à família como pedra basilar.

Fases do Movimento Feminista


A primeira grande fase do movimento feminista se refere à intensa atividade das mulheres ocorrida durante o século XIX e fim do século XX, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Esse movimento tinha como foco basicamente a promoção dos direitos jurídicos, como a questão de direitos contratuais e de propriedade, oposição aos casamentos arranjados e à propriedade de mulheres e filhos pelos seus maridos. Todavia, no final do século XIX, o objetivo do movimento focou, principalmente, a conquista do poder político, especialmente o direito ao voto.
O segundo grande momento do feminismo teve como objetivo a liberação da mulher e se refere a um período de intensa atividade feminista que teve início na segunda metade da década de 1960 e durou até o final dos anos 1980. As feministas dessa segunda onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como questões intimamente ligadas. Utilizando do surgimento e da eficácia da comunicação de massa, as feministas encorajavam as mulheres a refletirem sobre diversos aspectos de suas vidas pessoais como estando profundamente relacionadas ao poder – estrutura de poder sexista.
Nesse período que surgiram nos Estados Unidos expressões como “Liberação das mulheres”. Protestos feministas, como a famosa queima de sutiãs, ficaram associados a essa fase do feminismo. Contudo, uma das críticas mais contundentes a essa fase do movimento argumenta que as feministas teriam passado por cima da questão da divisão de classes e com isso não conseguiram atingir os reais pontos que dividiam as mulheres.
Por fim, o terceiro grande movimento feminista começou na década de 1990, em resposta às supostas falhas do movimento anterior. Esse momento do movimento objetivava evitar definições essencialistas da mulher, tipicamente da segunda fase, que se baseava essencialmente nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta norte-americanas e britânicas.
Esta terceira fase do movimento desafiou os paradigmas do momento anterior do feminismo, colocando em discussão a micropolítica e a discussão sobre o que é melhor para as mulheres. Dentre as questões mais importantes defendidas pelas mulheres dessa fase estão as discussões relativas à questão cultural, social e política da cor, principalmente a participação da mulher negra na sociedade, assim como o debate do feminismo da diferença, cuja discussão se centrou nas diferenças entre os sexos, enquanto que outras vertentes consideram não haver diferenças entre homens e mulheres, cujos papeis estariam socialmente condicionados.

domingo, 19 de setembro de 2010

Netinho agride a esposa



 

[...]Segundo amigos, a agressão aconteceu porque o cantor teria exigido que a mulher assinasse, sem ler, um documento abrindo mão de seus direitos conjugais. Sandra não concordou.
[...]Ele saiu e, ainda de acordo com amigos, retornou por volta de 1h, "bem alterado". Netinho teria voltado a insistir com Sandra para que ela assinasse o documento. Diante da negativa, ainda segundo relato de amigos, o cantor começou a esmurrar a mulher.

Os amigos contam que Sandra levou socos no rosto e no corpo e que a parte branca de seus olhos chegou a sangrar por causa da violência. Mesmo muito machucada, Sandra deixou a casa e saiu em seu carro dizendo que ia à polícia. O cantor foi atrás e, segundo amigos, em frente à faculdade Unip de Alphaville, interceptou o veículo, arrancando Sandra de lá pelos cabelos.[...]

 

Atualmente, Netinho é candidado do PC do B para Senador.


Cabeleireira é morta pelo ex-marido em MG

A cabeleireira Maria Islaine de Morais

Uma mulher foi morta com sete tiros, no bairro Santa Mônica, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, nessa quarta-feira. O crime aconteceu dentro de um salão de beleza. De acordo com testemunhas, a vítima teria pedido proteção à polícia por causa de ameaças de morte, feitas pelo ex-marido, identificado como Fábio Willian, de 30 anos, borracheiro, autor dos disparos.
O crime aconteceu por volta de 8h30m. Maria Islaine de Morais, de 31 anos, era dona do salão e estava trabalhando quando foi surpreendida pelo ex-marido. Ele apontou a arma para ela e atirou sete vezes, sem que ela reagisse. A câmera de segurança do salão flagrou a ação covarde do ex-marido.
Em um salão simples da periferia, Maria Islaine de Morais foi morta. Ela faria 32 anos daqui a 12 dias.
Tudo foi gravado pelas câmeras de circuito interno, que Islaine mandou instalar na tentativa intimidar o ex-marido.
As imagens mostram que o homem passa pelo portão, calmamente. Já com o revólver na mão esquerda, entra. Afasta quem está por perto. Para de frente à cabeleireira e começa a disparar. Mesmo com Maria Islaine caída, ele continua e descarrega a arma. Ao todo ele dá sete tiros.
O assassino é Fábio Wiliam da Silva Soares, de 30 anos.
Foi um crime praticamente anunciado. Por oito vezes, Maria Islaine procurou a polícia para se queixar do ex-marido, principalmente, das ameaças de morte que chegaram a ser feitas no próprio salão. Assim, a vítima contou, na delegacia, quatro meses atrás.
“Foi instaurado inquérito policial. Não é que todas as vítimas que chegam à delegacia que a gente vai sair e prender na hora. Tem todo um procedimento que tem que ser observado”, declarou a delegada.
Por decisão da Justiça, Fábio William deveria manter uma distância de pelo menos 300 metros da ex-mulher. Mas a oficina em que ele trabalhava, como borracheiro, fica em uma esquina a menos de 50 metros do salão onde, nesta quarta-feira, a história do casal que viveu junto por cinco anos, terminou, drasticamente: como nas ameaças.
“Ontem (terça-feira), inclusive, ele passou uma ameaça para ela à tarde. Ele dizia que não aceitava a separação e, se ela fosse não fosse dele, ela não seria de mais ninguém”, disse uma mulher.
Fábio Willian permanece foragido. Ele vai ser indiciado por homicídio qualificado. A pena varia de 12 a 30 anos de cadeia.

 - Não deu nem tempo de falar nada. Eu saí correndo para chamar a polícia - disse uma funcionária, que não quis se identificar.


Maria Islaine já teria feito pelo menos oito boletins de ocorrência contra ele. O ex-marido já a tinha ameaçado de morte várias vezes. O casal estava separado há um ano, mas ele não aceitava a situação. Testemunhas contam que até uma bomba ele já teria jogado no salão. Em outra ocasião, Fábio Willian jogou pilhas na cabeça da ex-mulher, que acabaram ferindo a cabeleireira. Um dia antes do crime, ele fez novas ameaças por celular à vitima.
O delegado que investiga o caso, Álvaro Homero, disse que viu as imagens feitas pela câmera, mas aguarda o trabalho da perícia.
O acusado ainda não foi encontrado pela polícia. Ele será indiciado por homicídio qualificado. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão. De acordo com o Fórum, o processo da vítima contra o ex-marido corre em segredo de justiça.

Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/01/21/cabeleireira-morta-pelo-ex-marido-com-sete-tiros-dentro-de-salao-de-beleza-em-minas-gerais-915662008.asp
Assista abaixo o flagrante do crime:




Estimativa de Crimes de Violência Doméstica

 
Fonte:  http://app.parlamento.pt/violenciadomestica/conteudo/seccao-dadosestatisticos.html

Dez mulheres mortas por dia no Brasil

Em 10 anos, 10 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes.
Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. Na Europa, os índices não ultrapassam 0,5 por 100 mil habitantes. Mas em países como África do Sul, chega a 25.
Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).
Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre (RR), registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices são maiores que 10 por 100 mil habitantes.


Fonte: Diário Catarinense


Lei Maria da Penha

Lei 11.340

A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi sancionada pelo presidente Lula, dia 7 de agosto, e receberá o nome de Lei Maria da Penha Maia. “Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso país”, afirmou o presidente.

O projeto foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal o enviou ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou no Projeto de Lei de Conversão 37/2006, aprovado e agora sancionado.

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, acredita que o número de denúncias possa aumentar. “Certamente , quando oferece a sociedade uma estrutura de serviços onde as mulheres se sintam encorajadas a denunciar porque tem uma rede de proteção para atendê-las, você aumenta a possibilidade de número de denúncias”, disse.

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres colocou à disposição um número de telefone para denunciar a violência doméstica e orientar o atendimento. O número é o 180, que recebe três mil ligações por dia.

Maria da Penha Maia
A biofarmacêutica Maria da Penha Maia lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela virou símbolo contra a violência doméstica.
Em 1983, o marido de Maria da Penha Maia, o professor universitário Marco Antonio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas, entre 6 e 2 anos de idade.
A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena.
O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Hoje, está em liberdade.
Após às tentativas de homicídio, Maria da Penha Maia começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade e hoje é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no seu estado, o Ceará.
Ela comemorou a aprovação da lei. "Eu acho que a sociedade estava aguardando essa lei. A mulher não tem mais vergonha [de denunciar]. Ela não tinha condição de denunciar e se atendida na preservação da sua vida", lembrou. Maria da Penha recomenda que a mulher denuncie a partir da primeira agressão. "Não adianta conviver. Porque a cada dia essa agressão vai aumentar e terminar em assassinato."

Quatro agressões por minuto
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que o caso de Maria da Penha Maia não é isolado e que muitas mulheres sofrem agressão dentro de casa. Segundo ela, o espancamento atinge quatro mulheres por minuto no Brasil. E acrescentou que muitas não denunciam por medo ou vergonha de se expor.
Uma pesquisa realizada em 2001 pela Fundação Perseu Abramo estima a ocorrência de mais de dois milhões de casos de violência doméstica e familiar por ano. O estudo apontou ainda que cerca de uma em cada cinco brasileiras declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem.

Dentre as formas de violência mais comuns destacam-se a agressão física mais branda, sob a forma de tapas e empurrões, sofrida por 20% das mulheres; a violência psíquica de xingamentos, com ofensa à conduta moral da mulher, vivida por 18%, e a ameaça através de coisas quebradas, roupas rasgadas, objetos atirados e outras formas indiretas de agressão, vivida por 15%.

Juizados especiais
A Lei Maria da Penha estipula a criação, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, de um juizado especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para dar mais agilidade aos processos.
Além disso, as investigações serão mais detalhadas, com depoimentos também de testemunhas. Atualmente, o crime de violência doméstica é considerado de “menor potencial ofensivo” e julgado nos juizados especiais criminais junto com causas como briga de vizinho e acidente de trânsito.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, afirmou que vai recomendar a criação. “O Poder Judiciário, por meio do Conselho Nacional de Justiça, tem a intenção de fazer recomendar a todos os judiciários estaduais, que são autônomos e independentes, a criação dos juizados especiais que cuidam da violência doméstica”.

Prisão em flagrante

O Brasil triplicou a pena para agressões domésticas contra mulheres e aumentou os mecanismos de proteção das vítimas. A Lei Maria da Penha aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão – o mínimo foi reduzido de seis meses para três meses.

A nova lei altera o Código Penal e permite que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. Também acaba com as penas pecuniárias, aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas. Altera ainda a Lei de Execuções Penais para permitir que o juiz determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação.

A lei também traz uma série de medidas para proteger a mulher agredida, que está em situação de agressão ou cuja vida corre riscos. Entre elas, a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor. A violência psicológica passa a ser caracterizada também como violência doméstica.

A mulher poderá também ficar seis meses afastada do trabalho sem perder o emprego se for constatada a necessidade de manutenção de sua integridade física ou psicológica.
O Brasil passa a ser o 18.º da América latina a contar com uma lei específica para os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, que fica assim definida: qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O texto define as formas de violência vividas por mulheres no cotidiano: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.